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Das Origens

Sobral de Monte Agraço é a evolução dos topónimos Soveral e Monte Agraço que no século XII eram duas localidades distintas. Monte Agraço situava-se junto à localidade de Salvador e envolvia o atual lugar de Cachimbos. Por ficar perto de Soveral (Sobral) era usual dizer-se: Soveral em Monte Agraço, hoje Sobral de Monte Agraço.

Monte Agraço era na época o povoado mais importante e ali se encontravam os principais edifícios públicos: o Paço Episcopal, a Igreja e o Pelourinho. Contudo, por ser um sítio de clima inóspito, as populações foram procurando, ao longo dos séculos seguintes, um local mais ameno, acabando por se fixarem nos terrenos de Sobral, até então um local quase despovoado, onde abundavam as terras de cultivo e pequenos “casais”.

O Reguengo de Soveral

O documento mais antigo que se conhece com respeito às terras de Sobral de Monte Agraço data de 1186 e diz-nos que o Rei D. Sancho I doou o Reguengo de Soveral ao Bispo da Sé de Évora como recompensa na luta contra os mouros. Os Bispos da cidade de Évora ficaram, então, os donatários de Monte Agraço, recebendo, ao longo do tempo vários privilégios régios. Em 1518, o Rei D. Manuel I deu Carta de Foral a Monte Agraço.

Apenas em finais do século XVI, Sobral sucede a Montagraço como sede do concelho.

Em 1527, já ninguém habitava no local de fundação e as moradias encontravam-se em ruínas ou estavam transformadas em pardieiros. O sítio era ventoso e as casas, construídas ao redor do paço, foram abandonadas pelos moradores. A maioria veio fixar-se me Sobral que, durante o século XVII, se estabelecesse definitivamente na categoria de vila.

O concelho tinha, então, cerca de 250 habitantes, sendo a aldeia mais populosa a de Sobral.

Sobral e os Jesuítas

Com a vinda da Ordem Jesuíta para Portugal, o cardeal D. Henrique, 1.º Arcebispo de Évora e donatário de Monte Agraço entregou estas terras à Companhia de Jesus e à Universidade de Évora, ligação confirmada em 1561, pela Bula de União do Papa Pio IV. Assim, se mantiveram as terras de Sobral de Monte Agraço na posse dos Jesuítas até à sua expulsão dos territórios portugueses e à confiscação dos seus bens para a Coroa.

O Morgado de Sobral

Após a expulsão dos Jesuítas, Joaquim Inácio da Cruz Sobral, fidalgo e tesoureiro do Real Erário, arrematou os bens e direitos do reguengo de Monte Agraço e, por decisão do Rei D. José I, foi-lhe conferida a mercê de Senhorio Honorifico da Vila de Sobral de Monte Agraço, em 1771. Cinco anos mais tarde, recebe das mãos do mesmo soberano a Carta de Armas em virtude dos serviços prestados ao Reino.

Joaquim Inácio da Cruz, que acrescentou ao seu nome o apelido Sobral, mandou construir a suas custas a Casa da Câmara e a Cadeia, a estalagem, o pelourinho, o chafariz, a Igreja; ordenou a beneficiação da praça pombalina e a sua iluminação com lampiões de vidro. Mandou edificar pontes e abrir caminhos e deu incentivos à fixação de população e indústria em Sobral.

Brasão

Escudo de azul, com dois lebreus afrontados de ouro, coleirados de vermelho e, em chefe, flor-de-lis de prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ FREGUESIA de SOBRAL de MONTE AGRAÇO”